Ady Endre: Egyedül a tengerrel

Portre of Ady Endre

Egyedül a tengerrel (Hungarian)

Tengerpart, alkony, kis hotel-szoba.

Elment, nem látom többé már soha,

Elment, nem látom többé már soha.

 

Egy virágot a pamlagon hagyott,

Megölelem az ócska pamlagot,

Megölelem az ócska pamlagot.

 

Parfümje szálldos csókosan körül,

Lent zúg a tenger, a tenger örül,

Lent zúg a tenger, a tenger örül.

 

Egy Fárosz lángol messze valahol,

Jöjj, édesem, lent a tenger dalol,

Jöjj, édesem, lent a tenger dalol.

 

A daloló, vad tengert hallgatom

És álmodom az ócska pamlagon

És álmodom az ócska pamlagon.

 

Itt pihent, csókolt, az ölembe hullt,

Dalol a tenger és dalol a mult,

Dalol a tenger és dalol a mult.



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Source of the quotationhttp://mek.niif.hu

Só com o mar (Portuguese)

Costa, crepúsculo, quarto de pensão:

foi-se embora, não a vejo mais, não,

foi-se embora, não a vejo mais, não.

 

Flor no sofá abandonada está,

abraçado estou ao velho sofá,

abraçado estou ao velho sofá.

 

Seu perfume plana em beijos à volta,

o mar está feliz, em baixo se solta,

o mar está feliz, em baixo se solta.

 

Arde um Farol, longe, em qualquer lugar,

vem, minha querida, em baixo canta o mar,

vem, minha querida, em baixo canta o mar.

 

O mar, que canta, eu escuto, medonho,

e, deitado no velho sofá, sonho,

e, deitado no velho sofá, sonho.

 

Aqui repousou, beijou, abraçados,

é o mar que canta e canta o passado,

é o mar que canta e canta o passado.



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PublisherÂncora Editora, Lisboa
Source of the quotationAntologia da Poesia Húngara

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